Cursinho José Saramago

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Seminário Às Portas da Universidade: Alternativas de Acesso ao Ensino Superior


Seminário Às Portas da Universidade: Alternativas de Acesso ao Ensino Superior
Data: 23 a 25 de agosto de 2011, nos três turnos
Local: Auditório da Faculdade de Educação da USP, São Paulo-SP

Maiores informações: www.redeemancipa.org.br
A participação no evento é gratuita, e concedemos certificado de participação aos que comparecerem a 2/3 das atividades
Apresentação

A Rede Emancipa de Cursinhos Populares, movimento social de educação que tem por objetivo democratizar o acesso ao ensino superior, convida a todos/as interessados/as para uma reflexão sobre a universidade brasileira. Como movimento social, acreditamos que é muito importante conhecer a realidade para melhor transformá-la, e a proposta do Seminário “Às Portas da Universidade: Alternativas de Acesso ao Ensino Superior” é proporcionar a discussão coletiva sobre este tema tão caro e ao mesmo tempo tão pouco debatido dentro e fora das portas das universidades.

Nosso objetivo é aprofundar a formulação sobre os pontos nevrálgicos do acesso ao ensino superior hoje, visando a construção de propostas capazes de democratizar substantivamente o direito à educação nesse nível de ensino. Contamos para este fim com professores/as e estudantes dos cursinhos, professores e estudantes universitários, demais lutadores/as  da educação, sindicalistas, secundaristas, enfim, todos/as interessados/as em avançar nessa discussão junto conosco.

As três questões-eixo do encontro procuram não apenas fazer um diagnóstico do estado da arte do ensino superior no Brasil, mas também da segregação antes dos “portões” -  a segregação sócio-espacial e a deterioração do ensino público - bem como socializar a reflexão sobre as formas de ação do movimento de cursinhos populares para fazer frente a essa elitização.

Afinal, como dizem os jovens do maio de 1968, rejuvenescidos pelos espanhóis da Praça Puerto Del Sol, “não sabia que era impossível, fui lá e fiz”.

Apoio: DCE-Livre da USP e Faculdade de Educação da USP

Programação completa:
Mesa 1 * auditório da FEUSP 23/08 às 9h 30min
Enem como forma de ingresso nas universidades públicas e privadas x Reserva de Vagas : implicações dentro e fora da universidade
Cibele Lima – coordenadora da Rede Emancipa
Rodolfo Mohr – DCE da UFRGS
Anderson Castro, coordenador da Rede Emancipa/Belém

Mesa 2 *mesa será na sala 105 bloco B FEUSP 23/08 às 14h
Docência em cursinho popular: Voluntariado ou militância?
Profa. Dra. Rosario Lugli da UNIFESP * a confirmar
Marcela Moreira – Instituto Voz Ativa/Campinas
Alex da Mata – Coordenador do Cursinho Popular Chico Mendes/Itapevi
Douglas Belchior – UNEAFRO

Mesa 3: 23/08 às 18h30min *
Ensino superior ontem e hoje: para onde caminhamos?
Profª Manuela Terraseca – Universidade do Porto
Prof. Dr. João dos Reis Silva –UFSCAR
Maurício Costa – Fundador da Rede Emancipa

Mesa 4: 24/08 às 9h30min
Acesso à universidade em outros países:
Prof. Dr. Afranio Catani – FEUSP
Marcela Rufato – Coordenadora do Cursinho Popular Salvador Allende
Prof. Israel Dutra – mestre em educação, professor de Filosofia e Sociologia

Mesa 5: 24/08 às 14h
Dialética da Educação em Cursinhos Populares
Prof. Dr. Maurício Cardoso –FFLCH/USP
Maíra Mendes – Coordenadora da Rede Emancipa
Guilherme Riscali: Professor do Cursinho popular Edson Luís

Mesa 6 : 24/08 às 18h30min
Deterioração do ensino público paulista: onde começa o funil
Prof. Dr. Otaviano Helene – IFUSP, ex-presidente da ADUSP
Prof. Carlos Giannazi – Diretor da rede municipal, deputado estadual/SP pelo PSOL
Cláudia Martinho Soares – conselheira da APEOESP pela oposição
Cláudia Regina Dias Branco– professora da rede municipal de São Paulo
Thiago Aguiar – DCE da USP

Mesa 7: 25/08 às 9h30min
Educação e segregação social
Prof. Dr. Gilberto Cunha – UFSCAR, fundador da Rede Emancipa
Raquel Souza – Ação educativa
Prof. Dr. Roberto Leher, UFRJ* A confirmar
Daniela Trindade – Cursinho da Psico / USP

Mesa 8: 25/08 às 14h
O protagonismo estudantil nas mudanças sociais: O exemplo do Chile em 2011
Bianca Boggiani Cruz – Coordenadora da Rede Emancipa
Prof. Dr. Vladimir Safatle – USP
Fernanda Melchiona – vereadora de Porto Alegre/PSOL, acompanhou as mobilizações estudantis do Chile em agosto/2011

Mesa 9: 25/08 às 18h30min
Alternativas de acesso ao ensino superior hoje: limites e possibilidades
Prof. Dr. Roberto Goulart – Unb, fundador da Rede Emancipa
Marcus Vianna – Coordenador da Rede Emancipa/Porto Alegre
Prof. Dr. Joel Pereira Felipe, Pro-reitor de ações comunitárias e políticas afirmativas da UFABC
Leandro Salvático – Coordenador do Núcleo de consciência Negra da USP






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Cibele LimaRede Emancipa -movimento social de cursinhos populares
www.redeemancipa.org.br
Twitter: @redeemancipa
Facebook: Rede Emancipa

“Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e me imobiliza. Sou professor a favor da boniteza da minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar...”
(Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia)



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Voltaram as Aulas

Olá pessoal!

Foram bem de férias?

Escrevo para lembrá-los que as aulas do Cursinho Popular José Saramago já voltaram!
E esse sábado teremos aulas das 9h as 18h, como sempre!!!

Aproveito para pedir que divulguem o cursinho e avisem seus amigos e colegas que ainda podem se inscrever, e que dependendo do número de alunos novos, podemos abrir uma turma de Agosto!!!

Abraços,
Júlia

5ª Feira de Profissões - São Paulo


Segue uma dica do professor Luan do Laudelina:




5ª Feira de Profissões - São Paulo
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De 4 a 6 de agosto, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP) promove sua 5ª Feira de Profissões. O evento tem por objetivo oferecer aos jovens que estão prestes a definir seu futuro profissional informações sobre os cursos da universidade. O evento, gratuito, reunirá no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) cerca de 70 expositores de todas as unidades de ensino dos sete campi da Universidade (São Paulo, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos), além de órgãos e parceiros.
Professores, alunos e funcionários serão mobilizados para atendimento público, distribuindo material informativo, realizando experimentos científicos e apresentando ferramentas que ilustram o cotidiano das principais áreas de formação que a USP oferece. No atendimento, o público poderá se informar sobre disciplinas, grades de estudo, duração, estágios e mercado de trabalho dos cursos oferecidos.
Na Feira, o público poderá obter informações sobre o Vestibular 2011 da Fuvest e solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, cujo prazo se encerra no dia 5 de agosto. O pedido será analisado pela USP.
Veja abaixo mais detalhes da programação
Show da Física – demonstrações lúdicas e interativas de conceitos da Física. Todos os dias apresentações às 10h e às 15h, no Anfiteatro Camargo Guarnieri (350 lugares) - Rua do Anfiteatro,109,Cidade Universitária.
Mapa em Braille - no estande da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas estará disponível para os visitantes um mapa tátil, com informações em braille.
Visita ao Museu de Anatomia – saídas de 30 em 30 minutos de um microônibus para o Museu do Instituto de Ciências Biomédicas. Uma oportunidade dos visitantes conhecerem mais sobre Anatomia (estrutura biológica, os fatores temporais, genéticos e arquitetônicos da construção dos organismos vivos).
Dinâmicas de Orientação Vocacional – pós-graduandos e docentes do Instituto de Psicologia realizam dinâmicas de aproximadamente 40 minutos em salas especiais no espaço da Feira. A inscrição deve ser feita no local.
Oficina de Nós – a Marinha mostrará técnicas de nós de marinheiro, além de apresentar o protótipo de um veleiro.
Aerodesign e BAJA – a Escola Politécnica da USP apresenta os minicarros de corrida desenvolvidos pelos alunos.
Caixa de Luz Negra - o Hospital Universitário apresenta equipamento capaz de verificar se a lavagem das mãos eliminou ou não as bactérias.
Planetário – a Estação Ciência montará um planetário móvel no espaço.
Mídias Universitárias – um ônibus estacionado no local fará demonstrações das mídias universitárias da Coordenadoria de Comunicação Social: rádio, TV e jornal impresso.
Oficinas de esportes – oficina de remo, futebol e capoeira.
Centro Paula Souza – a instituição estadual que administra duzentas Escolas Técnicas (Etecs) e 51 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) apresentará três projetos, além de seus cursos técnicos e tecnólogos.
Rateria – todos os dias, a bateria dos alunos da Escola Politécnica fará apresentações às 12h, trazendo muita animação para a moçada que visita a feira.
Extração de DNA - nessa atividade, os alunos são levados a pensar na localização do DNA dentro da célula, considerando a escala de tamanho dessa molécula e a impossibilidade de enxergá-la, mesmo com a utilização dos microscópios mais potentes. Depois disso, com o auxílio de um aluno, é realizada uma série de experimentos com o objetivo de extrair o DNA de uma fruta, que normalmente é uma banana. A cada passo do experimento, os visitantes são questionados sobre qual a razão de se fazer aquilo e qual será o seu efeito no resultado final. Após completado o experimento, há a comparação com outros experimentos realizados utilizando outras frutas, preparados previamente.
Mais informações:
Tels.: (11) 3091-3513/ 3091-3511 
E-mail: uspprofi@usp.br
:: Unidade de Ensino, clique aqui.
:: Estudante, clique aqui.
5a Feira de Profissões da USP | São Paulo
4, 5 e 6 de agosto, qui., sex. e sáb., 9h às 17h | CEPEUSP
Praça 02, Prof. Rubião Meira, 61 – Módulos 1 e 2 | Cidade Universitária
05508-110 | São Paulo | SP
tels.: (11) 3091-3513/ 3091-3511
uspprofi@usp.br
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terça-feira, 26 de julho de 2011

A repressão chilena no Memorial da Resistência


O Memorial da Resistência de São Paulo apresenta a exposição “Arpilleras da resistência política chilena”, com 28 trabalhos em tecido, realizados nos anos 1973 e 1980, além de documentos, livros e vídeos. A mostra fica em cartaz entre os dias 30 de julho e 30 de outubro.
A arpillera é uma técnica têxtil com raízes numa antiga tradição popular iniciada por um grupo de bordadeiras de Isla Negra, no litoral chileno. Neste trabalho, retalhos e sobras de tecidos são bordados sobre sacos de batatas ou de farinhas.
Em uma das arpilleras exposta, “Corte de água” (1980), nota-se homens e mulheres segurando baldes. Trata-se de uma resposta do povo para aqueles que cortavam o fornecimento de água potável para marginalizá-los, e também para impedir que saíssem para protestar.
Já em “Paz, Justiça, Liberdade” (1970), são exibidas formas, técnicas e desenhos típicos da época. Retalhos variados expressam uma ação de protesto não violento num subúrbio de Santiago. A Cordilheira dos Andes, o sol e o uso de personagens tridimensionais também são comuns nas arpilleras desse período.

Serviço

O Que:Arpilleras
Quando:
  • de 30/07 a 30/09
    • TerçasQuartasQuintasSextasSábados e Domingos das 10:00às 18:00
Quanto:Catraca Livre
Onde:
Memorial da Resistência de São Paulo
Endereço:Largo General Osório, 66 - Centro - São Paulo (SP). Telefone: (11) 3335-4990.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Venham pra o cursinho

Gente por favor vamos comparecer ao cursinho no próximo sábado, para assistir documentários de diversas temáticas com discussões no final.



                                                         SERÁ SUPER LEGAL.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mais de 30 filmes rock n'roll


Mês do rock e a Galeria Olido fez questão de reservar sua programação para o gênero musical mais tocado ao redor do mundo. Além das atrações musicais na Vitrine e o show da banda punkInocentes, o espaço também exibe a mostra de filme “Rock Cine Clube”, de 1 a 27 de julho, com entrada a R$ 1.
The Who, Joy Division, Nirvana e outros nomes da música têm suas histórias adaptadas para as telonas.
Programação completa veja no link acima

Pinacoteca do Estado convida para palestra sobre Gerhard Richter

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aulas nas Férias

Olá pessoal!

Tudo bom?
Aproveitando esse início de férias?

Enfim, para os que não forem viajar, o cursinho vai continuar tendo aulas especiais nessas próximas duas semanas, e voltamos com aulas normais no fim do mês (30/7).
As atividades nessas duas semanas especiais serão só de manhã, das 9h as 12h. Faremos algumas discussões e veremos documentários e curtas.

Esperamos vocês!

Abraços,
Júlia

Notícias de vestibulares

Pessoal! Fiquem atentos as datas!!

A Parada do Orgulho LGBT: Carnaval fora de época ou uma grande festa política?


Olá pessoas,

Segue link do texto sobre as Paradas LGBT que Dário Neto escreveu
para a revista Caros Amigos.
Por favor, peço que divulguem.

A oposição combativa e o 52° CONUNE: a saída é pela esquerda!


A oposição combativa e o 52° CONUNE: a saída é pela esquerda!

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Nathalie Drumond e Rodolfo Mohr*
No último período, uma combinação rara de acontecimentos até então inéditos indica que estamos vivendo apenas o começo de uma nova etapa. O próximo Congresso da UNE vai acontecer numa conjuntura especial. Três elementos, para nós, parecem fundamentais: a nova situação que se abre no mundo, o crescimento inegável da esquerda nas principais universidades brasileiras e a postura defensiva da UJS no debate político atual.
O lugar da Oposição de Esquerda nesse processo, como sujeito ativo, é fundamental. Neste breve artigo, queremos expor algumas de nossas visões. Sobretudo, queremos compartilhar propostas para iniciar  um diálogo fraterno entre o conjunto da oposição. De uma coisa estamos convencidos: Tahrir, Puerta del Sol e Syntagma demonstram que o tempo das ruas está de volta. A tarefa da esquerda estudantil brasileira é organizar-se, construindo amplo lastro nas universidades e escolas, para construir a principal arma de barganha desses novos tempos: as barricadas.
A juventude e a nova “onda” de mobilizações no mundo
Nas últimas duas décadas, a ofensiva ideológica do capital atingiu em cheio a juventude. O individualismo parecia ser a principal saída para seus dilemas. Apesar de importantes inflexões como a mobilização da juventude de Seattle (1999) e o movimento antiglobalização, a ação juvenil coletiva não deu a tônica nos grandes temas sociais ao longo dos “duros” anos do auge do neoliberalismo.
O ano de 2011, no entanto, trouxe uma nova geração para a luta política e social.  A autoimolação de um jovem graduado de 26 anos foi o que desatou a revolução dos Jasmins na Tunísia. A juventude tomou as ruas e os perfis das redes sociais para derrubar Mubarak no Egito. Jovens agora tomam as ruas contra a crise européia. Na Espanha, são os “indignados”. Em Portugal, a “geração à rasca” e, na Grécia, os “aganaktismeni”.
Em 14 de julho, quando estiver começando o 52° CONUNE, num sinal dos tempos, milhares de estudantes chilenos promoverão uma intensa  jornada de greve e mobilização, dando prosseguimento ao conjunto de lutas estudantis que atravessa o país contra a precarização da educação. A mobilização do Chile, somada à luta estudantil no sul do Peru, é fundamental. Trata-se da primeira expressão no continente latino-americano das lutas de jovens que vemos tomar os continentes europeu e africano.
No Brasil, ainda que não tenhamos, por enquanto, um novo cenário, já é possível sentir um “novo clima”. Ele esteve presente nas manifestações recentes como a “Marcha da Liberdade”. Pudemos senti-lo nas lutas por tarefas democráticas, como por exemplo a que os estudantes da UFCSPA travaram contra a corrupção da reitora ou aquela travada pelos estudantes da PUC/RS e de tantas outras universidades contra as máfias estudantis que controlam DCEs. A enorme onda em prol dos direitos das mulheres e o fortalecimento, entre os jovens, da luta LGBT também são frutos desse novo período.
Uma das últimas capas da revista Carta Capital esteve bastante sintonizada com esse momento ao destacar a relação entre a luta juvenil, o uso das redes sociais, as lutas na Europa e a expressão que tomou a revolução no mundo árabe. O título não poderia ser mais sugestivo: #Proteste. As próximas lutas estudantis por mais verbas, assistência estudantil ou democracia certamente serão impactadas por esse novo momento. Se o CONUNE vai acontecer numa onda de frio que assola o país, podemos esperar uma primavera estudantil quente do ponto de vista das lutas.
Oposição de Esquerda dirige os principais DCEs de Norte a Sul do Brasil
É fundamental destacar a força e a capilaridade que a Oposição de Esquerda, organizada em diversos coletivos, adquiriu no último período. Hoje, os DCEs mais importantes e representativos, das principais universidades do país, são influenciados por coletivos que atuam nesse campo.
Vejamos de perto: no Rio Grande do Sul, os DCEs da UFRGS, da UFCSPA e da UFPEL têm cumprido um papel fundamental nas mobilizações recentes. Já na PUC/RS, os coletivos que impulsionam a oposição conquistaram uma importante e histórica vitória contra a máfia que controla o DCE há décadas ao impor a convocação inédita de eleições limpas para os próximos meses. A esquerda também venceu, recentemente, a eleição para o DCE da UNIFRA em Santa Maria. No Paraná, o DCE da UFPR é uma referência para todas as lutas, com grande participação na defesa da democratização da comunicação. No Rio de Janeiro, a esquerda venceu importantes eleições no último período:  UERJ, UFF e Unirio, onde manteve seu importante trabalho. Além disso, é de se destacar o peso, ainda que não seja majoritário, dos companheiros do coletivo Levante na UFRJ e na PUC/RJ.
Em São Paulo, o DCE-Livre da USP está muito fortalecido e tem sido exemplar na tarefa de construir uma entidade combativa, ampla e democrática. No DCE da Unicamp, a esquerda possui um histórico e enraizado trabalho. Poderíamos destacar outros inumeráveis casos Brasil afora: da luta contra a corrupção na Assembléia Legislativa paraense em que os DCEs da UFPA e da UEPA têm papel decisivo ao valente enfrentamento que os estudantes capixabas e o DCE da UFES protagonizaram contra o aumento das passagens, a Oposição de Esquerda esteve presente disputando consciências e organizando a luta!
O fato é que a esquerda chega ao CONUNE com um grande peso e muita responsabilidade. Seu desafio é igualmente grande: aproveitar a oportunidade para construir um espaço comum e articular um calendário de lutas para o biênio 2011-2013 para enfrentar os cortes de verbas, unir a luta contra o aumento das passagens e  colocar, no centro de nossa intervenção, uma luta real e séria acerca da bandeira dos 10% do PIB para a educação. Devemos reunir mais de mil ativistas, representativos, da Oposição de Esquerda no CONUNE, número ainda não visto em outras ocasiões.
Nesse momento, está claro que nossa luta não começou no CONUNE nem terminará após ele. Utilizando-o como um meio para organizar uma intervenção unitária e consistente da Oposição de Esquerda no próximo período, poderemos avançar para estar à altura do que os novos tempos exigem.
Maquiagens já não bastam e a UJS está na defensiva
Ao contrário dos últimos CONUNEs, o campo governista terá peso numérico, mas desgaste político. Os primeiros 6 meses do governo Dilma não deixam espaço para dúvidas: os casos de corrupção, que derrubaram Palocci e Nascimento; a crise do governo Cabral (aliado de primeira hora de Lula e Dilma); e o corte de R$ 50 bilhões no orçamento (sendo R$ 3,1 bilhões da educação) em contraste com o contínuo fluxo de bilhões de reais dos cofres públicos para o sistema financeiro internacional ou para financiar negócios lesivos ao povo brasileiro (como os R$ 4 bilhões do BNDES que o governo pretende destinar à fusão de Pão de Açúcar e Carrefour) demonstram a submissão do campo governista – na UNE, capitaneado pela UJS – aos interesses da grande burguesia brasileira e de seus agentes políticos sempre ávidos por nomeações, cargos e contratos.
O comprometimento da UJS/PCdoB vai além: os escândalos no Brasil da Copa e da Olimpíada escancaram seus laços com as empreiteiras e as fartas possibilidades de negócios que agora as “licitações secretas” abrem. O esporte, que deveria servir como instrumento para a educação dos jovens, a saúde e o divertimento do povo brasileiro, nas gestões “comunistas”, tem sido administrado sob uma lógica que privilegia os cartolas, as máfias da CBF e do COB e o monopólio da comunicação no Brasil.
O elemento de maior desgaste para este setor, no entanto, são as vergonhosas alterações no Código Florestal lideradas por Aldo Rebelo (PCdoB), um ex-presidente da UNE e ex-comunista que agora é celebrado pela bancada ruralista. Mesmo durante a luta contra a reforma universitária, a UJS  enfrentou o debate utilizando o PROUNI (e sua base social) como escudo e legitimação. Com as alterações no Código Florestal, porém, os malabarismos serão muito mais difíceis e injustificáveis, já que quase todos, nas ruas e universidades públicas ou privadas, o repudiam. Como explicar a aliança com o que há de mais atrasado e retrógrado na política brasileira? O apoio a Aldo Rebelo é inexplicável sob qualquer ponto de vista progressista: 80% da opinião pública são contrários às mudanças no Código Florestal.
A hora da esquerda “indignada”: devemos nos preparar para o novo período!
Por tudo isso, está claro que o momento é de unir a esquerda para enfrentar coletivamente, a muitas mãos, esse novo cenário. Para nós, a possibilidade de fazê-lo está hierarquizada por uma tarefa fundamental: construir um Bloco de Esquerda, que, por dentro e por fora da UNE, possa ser uma expressão dos anseios de transformação da juventude indignada brasileira.
A capilaridade da Oposição de Esquerda é uma realidade. Estamos presentes nas principais universidades brasileiras e fomos protagonistas decisivos das mobilizações recentes no país. Precisamos, contudo, avançar no sentido de construir uma alternativa mais unitária que nos coloque em melhor situação para disputar consciências e organizar e lutas que virão. A realidade abre-nos novas possibilidades e desafios. Estamos convencidos de que os próximos passos devem passar pela organização de um Bloco de Esquerda entre os setores de oposição. Soubemos enfrentar momentos difíceis e apostar, sem atalhos, numa política ao mesmo tempo combativa e ampla com a qual pudemos chegar até aqui. Devemos avançar.
Recentemente, os companheiros do PSTU mostraram, mais uma vez, que a política simplesmente orientada pela disputa autoproclamatória da vanguarda é incapaz de ser uma alternativa a amplos setores e de avançar na organização da luta da juventude brasileira. Mesmo sendo a prioridade semestral do PSTU, apesar de seu enorme esforço, o I Congresso de sua entidade, a ANEL, não conseguiu ser mais amplo do que a base que os companheiros movimentam cotidianamente nas universidades. A polêmica travada entre o PSTU e seus rachas minoritários à esquerda sobre se é ou não correto apoiar a luta dos bombeiros do Rio de Janeiro – algo que recorrer ao bom senso já resolveria – demonstra o limite de disputa desta entidade.
O Bloco de Esquerda deve pautar a realidade da juventude no Brasil e todos os temas que a movem durante e depois do CONUNE. O Bloco deve, para nós, ter uma composição, inclusive de chapa no CONUNE, que respeite, sem ruídos ou desencontros, critérios democráticos, como proporcionalidade na direção, rodízio nos cargos, direito de voz às posições minoritárias e decisões em instâncias do Movimento (plenárias e assembleias).
A construção da campanha por 10% do PIB para a educação (#10%já!) será a prova de fogo. Nela, devemos valorizar DCEs, CAs, DAs, Federações e Executivas de curso para fazer um grande mutirão da esquerda estudantil, como foram os plebiscitos sobre ALCA e a dívida a seu tempo. O Bloco deve ter como primeira grande tarefa contribuir para organizar uma campanha popular que rompa os muros das universidades.
Juntos!, uma organização de juventude que se fortalece como nova alternativa, coloca-se à disposição da batalha para evitar a dispersão e o fracionismo, separando o secundário do principal e oferecendo o melhor de seus esforços para aproveitar a oportunidade que está posta: fortalecer a nova direção que está surgindo para as batalhas que virão!
*Nathalie Drumond (diretora do DCE-Livre da USP) e Rodolfo Mohr (diretor do DCE da UFRGS) são militantes do Juntos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Conexão musical em solo latino-americano


"Soy Loco por ti América" reúne músicos sul-americanos no projeto do Centro Cultural Banco do Brasil
O CCBB (Centro Culural Banco do Brasil) estreia nesta terça, 5, o projeto musical “Soy loco por ti América”, que vai até o dia 26. Com entrada a R$ 6, o público confere shows de artistas nacionais e internacionais em dois horários: às 13h e às 19h30.
Sob direção artística de Paulinho Moska, a programação traz quatro encontros, confira
DIA:19/07
Lisandro Aristimuño (Argentina) e Marcelo Jeneci
divulgação
Lisandro Aristimuño
O cantor argentino Lisandro Aristimuño chega ao Brasil com repertório que inclui influências do folk, música eletrônica e pop. Ao seu lado, Marcelo Jeneci, instrumentista brasileiro, responsável pelas cançõesAmado e “Sim”, regravadas por Vanessa da Mata.



DIA:26/07
Francisca Valenzuela (Chile) e Ana Cañas
divulgação
Francisca Valenzuela
No último dia do projeto, duas vozes femininas sobem ao palco do CCBB. Francisca Valenzuela é poetisa e instrumentista e possuí dois discos lançados, sendo o último deles “Buen Soldado”. Nasceu e viveu na Califórnia (EUA) até os 13 anos e então foi morar em Santiago, no Chile.
Ana Cañas estreou com o disco “Amor e Caos”, em 2007 e cantou ao lado de nomes conhecidos da música brasileira, como Nando Reis em Pra você guardei o Amor.