Proposta de mudança em programa de inclusão desagrada universitários. Reunião do Conselho de Graduação discute alterações no vestibular.
Do G1, Fernanda NogueiraEles querem a abertura de discussão para a implementação das cotas na USP. “Antes de ser eleito, o reitor (João Grandino Rosas) afirmou que a USP tinha que discutir cotas. Agora não fala mais sobre o assunto”, disse Leandro Salvati, coordenador do Núcleo de Consciência Negra na USP, que é formado por estudantes, funcionários e conta com 150 alunos de cursinho pré-vestibular.
Uma reunião do Conselho de Graduação discute mudanças no vestibular da Fuvest, que dá acesso à USP. Entre as propostas está mudar o sistema do Inclusp, com a possibilidade de aumentar a bonificação de 12% para 15%, com mudança na forma como o estudante atinge a pontuação. Os 3% de bônus automático deixam de existir e um novo percentual passa a valer de acordo com a participação em uma prova feita durante o ensino médio. A ideia é atrelar o bônus ao mérito, segundo a reitoria.
O protesto tem representantes de outros cursinhos comunitários como o Cursinho da Psico, Rede Emancipa de Cursinhos Populares, AEUSP – Cursinho do Crusp e UNEafro. Segundo Salvati, esses cursinhos reúnem cerca de 3 mil estudantes.
Para os manifestantes, o Inclusp, programa iniciado em 2006, não promoveu a inclusão social e racial na USP. A intenção da universidade é que 30% dos alunos vindos do vestibular fossem de escolas públicas, mas o índice alcançado é de 25%.






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